Entre sonhos, estudos e independência.


Fui desenhada para quebrar barreiras. Quebrar o óbvio e a igualdade. Não sou como a maioria dos jovens da minha idade, muito sinceramente eu nunca tive uma vida de adolescente como todos os outros. Idas a festivais, viver à grande, viajar aqui e ali, nunca fui à “melhor viagem das nossas vidas” nem tencionava ir, era inacreditável gastar ou pedir aos meus parentes quase 400 euros para passar uma semana fora. Esse dinheiro eu poderia usar para poupar para a carta de condução, por exemplo. 

Os jovens da minha idade estão na universidade, tirar uma licenciatura ou mais que isso, querem ser médicos e biólogos. Eu, muito pelo contrário, nunca fui muito desse género. Tirei um curso superior cujo as propinas eram mais acessíveis e a comida que comprava para pôr na minha própria mesa era sempre da mais barata para durar os trocos na carteira durante o resto do mês. Deixei de fazer a manicure por não poder ter as unhas arranjadas devido a questões financeiras e nada disso me fez comichão. Talvez seja isso que me destaca no meio da sociedade juvenil. 

Os jovens têm muito o intuito de estudar, tirar uma licenciatura ou um mestrado e eu pergunto-me «Para quê?» eu tirei um curso técnico superior profissional e não foi isso que me deu um impulso no mundo do trabalho, com um ano parada, onde no curso em questão devíamos ter mais vantagens para arranjar trabalho.  

Sou sincera, na terra da minha naturalidade, eu não consegui arranjar nada, cheguei a desistir de mandar currículos e tive de optar por sair da minha área de residência para lutar por esta vida que à qual se designa por “mundo do trabalho” e acreditem que ponderei em emigrar. E é isso que causa a emigração sabem? A falta de trabalho, a falta de confiança em apostar nos estudantes que acabaram de estudar e precisam de ganhar mais experiência do que aquela que adquiriram nos estágios profissionais. Confesso que todos os trabalhos que arranjei, eram derivados a “massacrar” as pessoas, dar-lhes a volta e esse não é, de todo, o meu tipo de pessoa, para mim trabalho, tem de ser algo que possamos e consigamos acreditar.

Hoje exerço a minha função no meu posto de trabalho e acreditem que não há nada melhor que termos os nossos objetivos bem estudados, criar caminhos e planos com todas as letras do alfabeto, mas não nos deixarmos derrubar por coisas sem sentido. Não sou como todos, eu gosto de fazer a diferença. E um dia, mais tarde, talvez concretize os meus sonhos, só não será agora.   



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