sou aprendiz da vida
Estou bêbada em mistura de sentimentos e tonta em relação às pessoas que me cercam.
Fecho os olhos enquanto o álcool mental percorre no meu sangue, mas eu só não consigo perceber o porquê dele se dissipar à velocidade da luz, assim como as falsidades. Chegam à nossa beira de uma maneira tão próxima como se fosse verdadeiro, é tudo efeito da nossa cabeça e nós, tolinhos que somos, acreditamos.
Na maioria das vezes fazemos coisas pelos outros que não fazíamos a nós mesmos. Deixamos de cuidar de nós, deixamos de ter tempo para nós para oferecer aos outros e para quê? O agradecimento é nulo. No final de tudo nós ainda somos vistos como os maus da fita, que triste. Eu já fiz tanto por pessoas que hoje não o faria, as pessoas são ingratas, piores que o diabo, chegam a ser macabras por vezes. E há tão poucas pessoas com o coração realmente bom que mereciam um tudo.
Pessoas que podem ser mendigas, estar a passar fome, com dívidas e filhos para cuidar, pessoas que já tiveram tudo e não têm nada agora. Pessoas essas que valorizam uma migalha de pão em cima da mesa e outras com um bufete enorme e ainda se queixam por não terem um telemóvel de sonhos. O que é triste e acaba por revoltar. As pessoas não valorizam o que possuem. São raras, eu tornei-me numa dessas pessoas, felizmente. E hoje sou feliz com o pouco que tenho, que também já tive de contar os trocos para não deixar faltar comida para o meu organismo e deixei de "luxos" só para não ter despesas adicionais, mas fi-lo por mim e não recriminei ninguém. Cada um tem as suas escolhas e a sua mentalidade.
Não guardo rancor de ninguém, aprendi a não o fazer porque se os outros não me carregam, porque razão haveria eu de os carregar? Não. Já não sou essa pessoa, aqui a "burrinha" aprendeu com tantas cabeçadas que já deu no chão da vida.
Aprendi a excluir da minha vida quem me consumia, com quem eu já não consigo ter uma conversa normal ou simplesmente já não me identifico mais com alguém. Pessoas vão, como vêm outras, talvez verdadeiras ou apenas conhecidas.
Sou aprendiz da vida que chamo minha, quem não quer permanecer nela, a porta estará aberta. Não sou apologista de implorar para alguém ficar. Até nunca.


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