apagar.
Hoje foi um dia de apagar. Apagar memórias. Apagar conversas. Enterrar passados. Momentos do passado. Apagar amizades para dar espaço a novas e melhores. Não me arrependo, andava a adiar isto há muito tempo e sinto que, foi a altura certa para o fazer. As coisas devem ser feitas quando nos sentimos preparados para tal e, apesar de há dias andava para o fazer, sabia que precisava de tempo para apagar todas e deixar as importantes e apenas as que eu queria manter na minha vida.
Mais uma vez digo, não me arrependo. Só me arrependerei do que não fizer. Ao menos sei que fiz e se fiz foi porque teria destinado ou escrito assim.
Sou uma pessoa demasiado frontal por vezes (defeito ou qualidade a minha), as pessoas não são todas iguais e, se fossem, o mundo perdia a sua graça. Cada um é como é. E da mesma maneira que dou passagem para entrarem na minha vida, também abro a porta da mesma se quiserem sair dela. Não obrigo ninguém a levar com o meu feitio (que não é fácil) mas também não terão o melhor de mim senão souberem lidar com o meu pior.
A minha pessoa é daquelas que, quando apaga, apaga de vez, não tem torno. Não tem volta, não tem desculpa que agarre. Ou me faça voltar atrás. E a partir do momento em que venho a saber por terceiros que tenho pessoas falsas a meu redor, descarto (embora eu tenha reparado, embora eu não quisesse ver que realmente essas pessoas não me queriam assim tão bem quanto diziam) porque, eu independentemente de tudo, vejo bondade. Eu acredito que há bondade no coração do pior monstro possível. Mesmo que essa crença exista no fundo do meu coração, ela rapidamente passa a inexistente. Não sou burra a vida toda e apesar de não mostrar, eu sou uma pessoa mais esperta do que possam imaginar.
Gosto de coisas simples, pessoas que amam tudo o que têm. Pessoas honestas e humildes. Pessoas que não vivem de aparências e aparentam exatamente o que são.
Gosto do que sou, no que me tornei e no que sei que posso vir a ser. O meu ser é incrível, o nosso ser é deslumbrante se fizermos algo a esse ponto, chamado força, confiança e amor próprio. Nunca desistindo. Nem dos sonhos, nem objetivos, nem de nós próprios. Nós podemos ser tudo, ou ser nada.
Dependerá de nós. Tudo tem alcance se tivermos capacidade de força para atingirmos tudo o que queremos alcançar. As coisas dependem de nós, e eu sei bem o que sou. O que quero e como irei atingir. Lutando. Caindo (se preciso). Mas nunca, em momento algum, duvidar de mim, daquilo que sou capaz e, desistir.


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