Escravos da internet.


Vamos parar. Vamos refletir. Vamos apenas ler o que eu tenho para dizer. 

Não é que as minhas palavras sejam muito relevantes, mas apenas tenho coisas para falar com vocês. Sobre o século em que estamos e de facto, como as coisas à nossa volta estão a evoluir. 

Em pleno século XXI vivemos toxicodependentes da internet, mais ainda, das redes sociais. Redes essas que nos consomem o cérebro aos poucos e nem damos conta. Todas essas redes que nos fazem ser alguém que não somos. Pessoas intriguistas por vermos um "mundo" de rosas das outras pessoas. Quando na verdade ninguém tem mundo de rosas ou um conto de fadas. Nós, perante as redes sociais, queremos transparecer sempre que estamos bem, que temos uma vida ótima. Mesmo que na realidade não seja assim. 

Usamos as redes sociais, atrás de um teclado e de um ecrã para menosprezar, para deitar abaixo, para nos sentirmos superiores e para quê? Ninguém é superior a ninguém. Muito menos atrás de um ecrã. 

Vivemos num mundo onde ter iPhone ou roupas de marca, é sinónimo de riqueza. Errado. Totalmente Errado. E, se por consequente for ou não rico, tu, nem eu, nem absolutamente ninguém, tem a ver com isso. Cada um nasce num berço de ouro, seja de riqueza financeiramente, como riqueza de apenas humildade e educação. 

Há pessoas que lutam para o terem, há quem nasça e se estalar os dedos, tem algo na ponta da mão. Cada um com a sua sorte. Mas isso não nos dá o direito de julgar, menosprezar ou deitar abaixo. 

Falo por mim, já conheci pessoas humildes com posses e pessoas falsas com posses, como pessoas que não têm essa possibilidade e são as melhores pessoas deste planeta. Dinheiro não é nada. 

Vivemos num mundo onde a televisão deu lugar ao Youtube e agora há guerras de entretenimento. Onde, uma mesa de amigos passou a ser uma mesa de telemóveis, onde não se convive. Não se fala. Não se sorri, apenas e unicamente para as selfies. 

Presenciamos um mundo à parte daquilo que é realmente dado à importância, ao respirar e valorizar as pequenas coisas. Seja os pássaros a cantarolar ou apenas uma folha de outono caída no chão. À medida do tempo essas pequenas coisas estão a desaparecer e nós só valorizaremos quando se tornarem extintas. 

Os jogos de rua, o convívio entre as crianças, o jogar à bola na rua até às tantas ou até ao ultimo grito da mãe, tornou-se numa competição atrás de ecrã em jogos. Ou os bebés já nascem com um ecrã à frente. 

Deitar na cama é sinonimo de estar agarrado ao telemóvel, de costas para o parceiro ou parceira que se deitam na mesma cama connosco, é estar nas redes sociais até às tantas mesmo que ao outro dia acordemos com as maiores olheiras deste mundo. 

Viver como dizem, não é assim. É assim que iremos continuar?


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