Desabamentos.
O meu desgaste mental tem sido algo que combato desde que acordo para mais um dia.
Sinto-me cansada e nem nos sonhos me deixo de culpar por não ser suficiente para uma porcaria de trabalho, por não ter dado mais de mim.
As pessoas falam de tudo como se fosse fácil de lidar com tudo. Mas não é. Se o fosse, não vínhamos ao mundo para ultrapassar obstáculos.
E os meus têm sido combater comigo mesma para não deixar que as lágrimas saiam de mim e me roubem tudo aquilo que conquistei até aqui.
O meu cansaço torna-se impulsivo, reajo ao que não devo e como menos que num dia normal.
Sentir que estar ou não torna-se indiferente ou fazer mais ou menos passa diretamente ao não ser suficiente tudo o que deixo ou não de praticar.
Não me aceito, cada vez menos o faço na hora que passa e sinto-me a desfazer a cada momento passado por não ser ouvida como queria.
Cheguei ao ponto de chorar sem conseguir sequer parar por 1 minuto, querendo eu me libertar de tudo o que tenho conhecimento nesta altura.
Começo a achar que passando o tempo que passe, a minha felicidade está sempre pendente da escuridão que me resguarda de tudo. Tenho medo disso. Eu quero ser feliz e parte de mim é. Mas a outra assombra-me com a escuridão e o vazio e toda a felicidade que me prestam evapora numa questão de segundos. Acho que, por mais que o sorriso surja, irá sempre haver algo dentro de mim a desabar.
Não me sinto suficiente. Não gosto disto. Mas fico bem. Como sempre.


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