abraços com lágrimas.


Ali estava eu, debruçada nos braços dele, sentir as lágrimas a correrem no seu olhar, enquanto estaríamos abraçados, no entanto eu, estava a engolir cada vez mais o choro, fazer-me de forte perante ele, quando ambos sabíamos que na hora da despedida, seria assim.

Nas primeiras vezes, não havia choros e hoje em dia, é mais como um 'que o tempo passe a voar para te ter nos meus braços outra vez' junto com lágrimas quando a hora da despedida está cada vez mais próxima e eu pergunto-me, o porquê de ser a nós esta 'lei' da relação, a distância. Tão macabra, tão dura e fria, tão dolorosa.

Logo eu, que nunca fui daquelas pessoas que suportariam tal ideia, e tinha de me apaixonar por alguém a 3h de distância de mim, embora não me arrependa. 

Não mata, mas mói e o nó que possuo na garganta é cada vez maior quando me viro costas e não o quero deixar ir.

A 10 minutos de se meter em viagem, agarrei me a ele a chorar desalmadamente, como que 'não aguento que te vás, mas não tenho outro remédio senão deixar-te ir'. As lágrimas não é por tristeza, mas sim angústia, porque não há mais ninguém que me tivesse feito tão feliz até agora como ele, que seja o meu ombro amigo e o meu namorado numa só pessoa, aquele que me apoia seja qual for a minha decisão e me aceite com todas as cicatrizes de um passado que não quero relembrar.

Apenas dói, consegue doer duma maneira tão intensa que quase imagino quem tem uma relação á distância mas com alguém fora do país, durante meses. Enquanto que eu, ou melhor nós, passamos 2 semanas sem estar juntos, e quase parece uma eternidade.

Já não me imagino sem ele. Perdê-lo seja qual de maneira for, esfaqueia me o coração e dá comigo em doida.

A vida faz me interrogar onde andaria esta preciosidade durante os meus anos de vida, ou pelo menos os últimos anos em que estava num poço tão negro quanto os meus pensamentos anteriormente, quando sofria e não tinha ninguém a quem me agarrar realmente, a quem sentisse que, na verdade seria mesmo verdadeiro comigo e me fizesse pensar realmente na vida como ele fez quando eu lhe disse na primeira vez que não me estava a sentir bem e demorou pouco mais de 5 minutos a escrever um testamento que me colocou dois dedos de testa para pensar no que dissera. 

Pois bem, foi isso que me fez gostar dele ao princípio, a sua humildade. Algo raro hoje em dia e, não me arrisco perder toda a conquista por nada deste mundo.

Sinto-me a pessoa mais grata deste mundo, eu que nunca aceitei todo o bem que fizeram por mim de modo a que merecesse, porém, gosto de mim aos poucos e aceito (aos poucos também) todo este amor que recebo dele, todo o esforço que faz para estar comigo, porque eu também já merecia ser feliz, estar bem e me sentir sortuda por ter alguém tão valioso na minha vida como tenho agora, porque aos poucos, tudo dá certo, quando tem de dar e ele, nós, somos a prova disso, pelo menos para mim.



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