Amor no peito.


Nunca pensei que o amor chegasse a mim novamente, é irónico, mas é real.

Acho que, depois de várias desilusões amorosas, ilusões a torto e a direito, uma pessoa começa a desvalorizar o facto de algo de tão bonito e especial possa acontecer connosco. Começamos a querer fugir do compromisso e mais ainda, dos sentimentos, portanto afastamos as pessoas de nós, as que nos querem bem para nós e elas mesmas e as que só querem bem para elas próprias durante uns momentos, deixando nos de um momento para o outro.

Mas a vida é sorrateira o suficiente para colocar alguém de uma maneira tão natural na nossa vida, alguém que nos queira bem, que nos compreenda e ajude, não só por gestos, mas pelo apoio e ombro amigo.

É surreal que o tempo passe e a vontade de falar com essa pessoa não mude (como com outras, o interesse de falar se tenha simplesmente evaporado), que esteja aumentando e a conversa flua cada vez mais. É surreal quando essa pessoa nos trata como nós mesmos queríamos ser tratamos, neste caso, melhor que nós próprios. Alguém que nos mostre que podemos ser aceites com todos os 'defeitos de fabrico' ou cicatrizes da vida que continuamos a ser bonitos à nossa maneira.

Sinceramente, não pensei voltar a ser feliz numa fase tão complicada como a que estou a passar neste momento, numa fase de mudança, numa fase em que tudo ainda é recente e há um misto de ansiedades e de stresses.

Contudo acredito que o amor quando tem de chegar chega e demora a chegar, demorou a chegar, mas desta vez, devido à sua naturalidade, eu já não crio fantasias na minha cabeça, como que estou de pés bem assentes no chão de que tudo é, como terá de ser.

Que as conquistas diárias são constantes e os olhares dão frios na barriga, que a distância é grande, mas se faz um esforço para não faltar amor, carinho, respeito e principalmente, amizade.

Em que o refúgio para mim não se torna mais a escrita, mas o abraço bom e um sorriso que está atrás de um ecrã e insiste em estar nos meus braços quando a vida assim permite.

E eu tive tantos dias, a pensar nas palavras para descrever tudo isto, já lá vão duas semanas e continuo a achar que não é suficiente para mim, para todas as palavras que escrevia e agora não saem da minha boca, nem do meu coração, como que, estivesse dividida.

Dividida entre o amor à escrita e o amor que tenho por ele, quando na hora da despedida havia uma vontade enorme de dizer que o amava e só saía um 'até amanhã' e tentava escrever isso e não se soltava nada de mim.



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