a minha janela.
Aqui estou eu. Parada. Olhando em redor através da minha janela. Esta dá-me vista para as pessoas que não ali permaneceram, que não pararam do lado de fora não ficando para passar as barreiras que criei.
Encontro-me cansada. De pulsos cortados pela força que faço ao passar as mãos pela fisga da janela ao forçar que alguém fique, implorando a sua atenção, o seu amor e paciência para ali ficar.
Porque… sabem? Ninguém pode obrigar alguém a ficar na nossa vida, não se implora atenção muito menos o mínimo amor para permanecerem connosco no nosso dia a dia e é isso que teremos de aprender, podemos querer muito alguém presente, mas mesmo assim optarmos pelo ego e amor próprio.
Aprendi que teremos de colocar o amor próprio em primeiro lugar, afinal… pra quê implorar atenção?
Pra quê nos magoarmos mais e mais enquanto que, a pessoa do lado de lá não quer saber minimamente de nós para nada?
Sermos apenas uma segunda opção só nos faz sentir vulneráveis, substituíveis e suscetíveis a apenas vontades, a uma outra opção, a uma outra “peça” que é usada e deitada fora sem qualquer tipo de piedade do que esta possa sentir.
Não se pode implorar que alguém fique, que assuma as responsabilidades e carregue todas as malas que transportamos durante toda a nossa vida até aqui. Malas essas que cada uma é carregada por erros, sonhos, desilusões, vontades e desejos, pouco mais mas consta uma que se trata de todos os pedaços do coração que me deram e eu guardei em mim, transportando comigo todos esses pedaços.
A minha janela está quase intacta, tem alguns frechos com pequenos restos do meu sangue, mas não me sacrifico mais por pessoas que vêm e vão.
A minha janela é o meu amor próprio. E, a ele agradeço. Seja por estas como por situações que me fizeram criar barreiras que não deixam os de fora chegarem onde querem.

Ama-te todos os dias, amas as tuas imperfeições também, os defeitos e os maus feitios, a melhor forma de amar é amarmo-nos em primeiro lugar!
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