árvore da complicação.
Afundo-me a cada dia nesta sociedade, sou tão profunda para tanta gente rasa que só está habituada ao fácil. Acreditem, até eu me assusto com a profundeza que sou e me torno cada vez mais a cada dia que passa.
E entristece sabem? Entristece ser tão rara que nenhum homem consegue passar as barreiras que eu própria criei.
Entristece, por a vida, ou até mesmo as pessoas, me terem acorrentado de tal maneira à árvore da complicação que ninguém consegue chegar e me desapertar de todas estas correntes, deixando-me mais simples, mais livre e, porém, menos complicada ou simplesmente ter a chave certa para ficar para o resto da minha vida.
Chega a ser agoniante me sentir usada por quem só quer passar uma noite em boa companhia e não perder 5 minutos do seu tempo para tentar conhecer-me ou aos meus medos que e inquietam na noite gélida que passo solitariamente.
É isso que não percebo, nem consigo perceber o quão a sociedade se está a tornar, cada vez mais infiel e só querer pessoas para usar e deitar fora, sem parando um pouco nas atitudes que se toma, ou se, por ventura, não o fizerem, perceberão (tarde demais) que estão completamente sós.
Ninguém é igual a ninguém, mas há tantas pessoas que valerão a pena e estão na mesma situação que eu, acorrentadas à Árvore da Complicação, tão cobiçada por fora mas com tantas raízes lindas e profundas que acabam por afastar qualquer um que pensa que é capaz de lidar com qualquer coisa.
Não crio expectativas de ninguém. Não consigo ficar na vida de alguém por muito tempo, eventualmente acabo por me afastar por gostar de estar abraçada à escuridão que me compreende tão bem e não me deixa nem por nada deste mundo.
A minha cabeça mata-me de tantas maneiras possíveis que acabo por conseguir desligar de tudo à minha volta, agarrar-me às raízes obscuras, aos meus medos, às minhas inseguranças e guardar o mais ódio e rancor de tudo nas correntes férreas.
Acho que me vou hibernar, durante estes tempos, deixar as minhas pétalas cair totalmente e só ficarem os ramos e as correntes, feios e ferrugentas.

Comentários
Enviar um comentário