Um quase, quase dando certo.
E foi isto.
Ele deixou-me caída no chão. De cama completamente desarrumada e principalmente de coração partido.
Eu estava simplesmente ali, a chorar como se não houvesse amanhã e a perguntar-me vezes e vezes consecutivas onde algo poderia ter falhado. Que quase eu me senti verdadeiramente amada, quase o meu corpo foi suficiente e quase deu certo.
Porém numa questão de segundos eu me contentei com um "quase" na minha vida e eu nem sou de quases, sou de agoras, gostando demasiado dos porquês, amando os tudos e odiando cada vez mais os nadas.
Por incrível que pareça eu amei o teu quase por momentos como odiei todos os nadas que passaram pela minha vida, apesar de ter sido uma intensidade igualada mas em sentidos contrários.
E quase o sexo segurou, mas não segura, ele agarra corpos, une-os só num espaço compreendido entre minutos ou horas. O amor, ele sim segura e consegue prender alguém para o resto da vida, de um jeito bonito, mas o meu amor não chegava nem chegou para ti.
Por isso é que a minha alma foi completamente levada por ti naquela madrugada, quando te implorei para ficares e não permaneceste, ali comigo, nem sequer te dignaste a olhar para trás para me veres caída no chão como quem perdeu o mundo.
Mas o mundo perdi-o eu quando te vi fechar aquela porta com toda a força que tinhas naquele espaço de segundos.
E não te consegui te impedir ou se calhar de me levantar para não te deixar ir. Porém, eu era um quase, não era um tudo, provavelmente se fosse um mundo como tu eras para mim, teria tido forças para qualquer coisa que te fizesse ficar.
Estava ali, sem nada para te oferecer, quando tu já me tinhas. Quando era predileta de ti e me entregava ao teu corpo e à tua alma cada vez que fazíamos amor.

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