O que seríamos nós?
Já falávamos há quase dois anos. Era uma amizade vai e vem, mas que por mais que fosse, ele arranjava sempre solução para voltar à minha vida sorrateiramente. Sempre mantivemos muitas coisas guardadas entre nós, incluindo tudo aquilo que passámos, principalmente, que nos conhecíamos. Ele acrescentava-me de uma maneira que não conseguia explicar, mas saberia que me magoava à mínima coisa que fosse. Eu, por outro lado, nunca fui suficiente para ele da maneira que quereria, mas saberia tocá-lo daquela forma que ambos sonhávamos.
Após tanto tempo, ele voltou, mesmo após eu ter prometido no verão passado que não o perdoaria mais, que não suportava mais um “Eu estou aqui, não vou mais, desta vez vai ser diferente” e acabava sempre por sair da minha vida sem tirar nem pôr, sem dó nem a mínima piedade do que eu passara deste lado.
O que ele nunca se apercebeu é que me tinha sempre na mão. Mesmo estando magoada com todas as atitudes que ele teria comigo, mesmo após às insónias que teria e a chamadas não atendidas, ele ter-me-ia sempre ali se algum dia precisasse. Talvez tenha sido esse o meu maior erro nisto tudo.
Ele foi o meu tipo de rapaz favorito, mas o que mais me irritava por às vezes gostar em demasia dele.
Loiro (a fugir para o moreno), alto e com uma personalidade única. Mas provavelmente um dos únicos que conseguiria dar-me a volta de uma maneira inexplicável psicologicamente depois de tantas vezes que me magoou e eu continuo a querê-lo na minha vida, perdoando as coisas que já se passaram.
Relativamente há algum tempo, ele voltou mais uma vez e abordámos tudo o que se passara entre nós, pediu-me desculpa por todo o sofrimento que me causara e todos os erros que fez e não devia, magoada com ele, perdoei-o e deixei-o voltar (sou burra por isso?) mesmo correndo o risco de acontecer mais uma vez tudo o que me faz duvidar da palavra dele.
Já teríamos falado de estarmos juntos um dia, mas não achei que fosse definitivamente acontecer e, um dia, veio ter comigo. Não daqueles encontros de duas pessoas apaixonadas ou que têm uma atração forte para não se largarem mais, mas quanto a mim, eu tinha a panca por ele que sempre tive, tropeçava nele sem dar conta (mentalmente claro) e ali constáramos nós, os dois.
O nosso assunto era aleatório, até que o nosso momento chegou.
Sentimos a nossa respiração mais próxima e os bateres cardíacos mais acelerados que, os nossos lábios se tocaram numa espécie de íman que não se conseguiram largar.
No meio de tantas voltas, demo-nos conta já no meu quarto, onde me tocara com as suas mãos no meu corpo todo arrepiado que ficara cada vez mais alterado a cada toque dos lábios dele no meu pescoço. Percorreu tanto o meu corpo que se perdeu nas curvas que lhe eram suficientes.
E eu ali, mais fraca que nunca, se bem que ele conhecia tão bem o meu ponto fraco. Ele.
este texto não se baseia em histórias reais

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