Afoguei-me em ti.
Hoje, apeteceu-me escrever, não sobre tudo o que passa na minha cabeça neste momento, mas sobre um assunto em específico.
Mas uma escritura daquelas bem antigas para ti, daquelas que ainda são escritas em itálico e com uma caneta “pena”, bem daquelas muito antigas.
Tenho-te a agradecer.
Obrigada pelo frio na barriga, pelos bons momentos que me proporcionaste.
Obrigada por teres seres tu, mas desculpa ter sido eu.
Éramos dois inocentes que se apaixonaram e acabaram por estar magoados um com o outro. Mas tenho-te a agradecer.
Obrigada pelas borboletas que vagueavam pela minha barriga quando te via ou quando estava contigo, mas obrigada ainda mais por me teres tornado numa avalanche de frieza que ocorre cada vez mais em mim quando alguém se tenta sequer aproximar.
Afoguei-me em ti, afoguei-me na tua maneira de ser e de me magoares. Afoguei-me num amor que virou escuridão.
Afoguei-me em ti, afoguei-me na tua maneira de ser e de me magoares. Afoguei-me num amor que virou escuridão.
Por nas tuas mãos virar um cubo de gelo que não se consegue derreter por mais que alguém tente.
O amor para mim virou um pesadelo. Algo como uma crença que não é acreditada.
E graças a isso nenhum consegue chegar ao ponto em que tu chegaste, ao ponto que atingiste no meu coração e ao elevado nível que acabaste por ferir a minha alma ao me ter entregado a ti.
Preparaste-me para um mundo cruel que é considerado de só jogos mentais e não é de todo chamado de “amor”, mas sim uma sociedade que só conhece o significado de fodas e curtes.
Contudo, às vezes ainda tenho saudades tuas, mas eras tóxico. Eu morri intoxicada por ti e o valor foi zero. Eu aprendi a odiar-te. Conheci o significado de saber lidar com as saudades e com a relação de amor-ódio que tinha por ti. E graças a isso, ninguém passa da muralha que construí por tua causa.
Obrigada por isso. Tornei um gelo incapaz de amar, de descobrir o amor novamente. Mas não te perdoo por ter sofrido tanto por ti. O valor foi o mesmo.

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