Não demores muito.
Volto a ti. Voltei a ti assim que te vi. Assim que tudo se tornou só eu e tu e me deparei que nunca te esqueci, mas andei a vaguear por aí, olhando outros, “sentindo” outros, beijando até um ou outro, quando nunca me esqueci de ti.
Começo a achar que estou louca. A acreditar cada vez mais naquela do “se tiver que ser teu, acaba por vir ter aos teus braços novamente” e nós ali estávamos, num mundo só nosso outra vez nem que fosse por breves segundos enquanto nos abraçávamos e nos sufocávamos um ao outro cada vez mais com tantas saudades que teríamos.
E o teu beijo… as saudades que tinha dele era só uma das maiores saudades do mundo, uma saudade sufocante que saberia que, tudo o que passámos não voltaria a acontecer. Até àquele momento.
Eu não acredito no amor, contudo tu ainda mexes comigo, e eu pergunto-me cada vez mais o porquê de isso acontecer, que de uma maneira que não consigo explicar e que cada vez me atormenta mais quando penso num futuro, no meu futuro ou, provavelmente até, no “nosso” futuro, mesmo achando que isso não irá acontecer, por muito que eu queira.
A vida encarrega-se sempre de trazer de volta o que é nosso e nós, por tudo o que passámos é incrível quando ainda conseguimos começar do zero e ter uma amizade que muitas pessoas gostariam de ter, mas torna-se mais um “amo-te” que nunca poderá ser mais dito ou um beijo cada vez mais apetecível e proibido que mói cada vez que se pensa que aconteceu.
Porém a situação tornara-se mais complicada do que já é. Temos vidas diferentes e o pior, é querermo-nos, mas não nos termos.
Bastava uma palavra tua, talvez até uma atitude, para eu ser tua. Essa consegue ser a minha única certeza neste momento. Além do mais, as recordações que tenho contigo, daquelas horas todas, estão presentes na minha mente cada vez mais frequentemente a cada segundo que passa e nem dá para me concentrar em mais nada do que senão a tua delicadeza a tocar-me e, conseguinte, beijar-me.
Acredita que, depois de tudo, eu não deveria estar aqui, aliás isso nem faz de mim pessoa sequer, isso é contra a minha palavra, a minha ideologia das coisas e de como eu supostamente deveria funcionar.
Mas acredito cada vez mais que sempre fui tua, mesmo depois de teres ido embora e ambos termos tido outras pessoas nas nossas vidas sem sermos além do que nós os dois. Sou tão tua como da maneira que colocas a tua mão no meu pescoço para não me deixares fugir enquanto me beijas, tão tua que não me deixas ir porque há coisas por resolver e tão tua quando não te conseguir resistir a uma mínima provocação ou até uma sintonia de corações enquanto nos abraçamos. Química temos, física também, o que será que falta mais?
Agora diz-me, eu preciso de saber, será que sentes o mesmo que eu? Também vagueio na tua mente predileta a tempo inteiro ou apenas nas horas vagas?
Não demores a decidir. Eu preciso de ti. Não consigo lidar com afastamentos, meios termos ou provavelmente, a indiferença. Porque bastou-me as palavras que me sussurraste ao ouvido naquela envolvência para perceber as tuas atitudes. Ouviste-te? Se te ouviste não te enganes mais, muito menos tentar enganar-me a mim.
Não demores muito. Vens para um paraíso? Ou ficas no martirizo?

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