2017, contigo aprendi.


Ofereceste-me mil e uma aventuras, dois mil desgostos, milhares de aprendizagens. Por causa de ti (provavelmente) cheguei a uma fase da minha vida que estou completamente a lixar para tudo e todos. Todas as opiniões, todos os pensamentos alheios, enfim, tudo. Estou cansada de tentar agradar tudo e todos. 
Acho que chegou a altura de me agradar a mim mesma, fazer as ‘loucuras’ que sempre quis fazer mas por alguma razão estúpida, nunca o fazia. Talvez porque ligava mais propriamente à opinião das pessoas mais próximas e tinha "medo" das consequências que poderia vir a ter com as minhas atitudes ou neste caso, nas minhas mudanças. Contudo, as orelhas são minhas, a cara é minha, o cabelo é meu, o corpo é MEU. Já sou crescidinha o suficiente para fazer o que quero e as mudanças que lhe quero proporcionar, se quero treinar, deixem-me treinar, se quero encher a cara de maquilhagem (um exemplo um bocado absurdo), deixem-me o fazer. Deixei durante demasiado tempo que fosse obedecida, pelo que os outros queriam. Está na altura de tomar rédeas do meu próprio navio e navegar por minha conta.
A minha vida não se pode resumir aos outros, a viver preocupada com tudo e todos porque quando existem ataques de ansiedade, noites sem fim ou apenas um mau dia, são raras as pessoas que lá estão. Que sabem que estou num dia terrível e não descansam enquanto eu não dizer todas as barbaridades que possuem pela minha cabeça (atenção, não são pessoas que conseguem massacrar por não dizer, são as que respeitam quando não estou apta para falar).. cujas essas pessoas conseguem ser raras. Mas acima de tudo, são as mais verdadeiras. 
A meu ver, chegou a altura de me tentar valorizar aos poucos, fazer pequenos cortes, pequenas mudanças, começar a aceitar mais o que sou e o que nunca serei, mas continuar a sonhar alto, sempre. Não há mal nenhum o fazer. Quanto a mim, mudarei.. a seu tempo, a meu tempo. Mais vale agora que mais tarde. 
2018 vai ser O ano, farei por isso, até porque 2017 foi o ano por maus motivos, aprendi com ele que o amor não se entrega a qualquer um. Tive a primeira desilusão de amor que me fez delirar completamente, porque acabei por amar demais sem ser retribuída da mesma maneira, contudo, agarrei-me às piores coisas na altura, a minha consistência de vida é acabar por me desiludir também em amizades, 2017 trouxe-me mais umas quantas dessas desilusões e mais não poderia ser, fez-me agarrar aos sonhos. aos objetivos da vida ao qual poderei chamar de minha, e não desisti. Cheguei ao meu limite, quis desistir mais do que nunca, porque estrelinhas lá de cima me chamavam, mas não o fiz. Não sei porquê. Talvez a falta que fazia seja maior do que a minha vontade de ir, maior do que provavelmente o grito lá de cima, assim como as forças que me transmitem de lá. 2017... por outro lado me trouxe pessoas que estarão para sempre cá dentro marcadas, de uma maneira ou de outra. Porque eu sou assim, apesar de costumarem dizer que cada pessoa que vem, leva um pedacinho de nós. E eu fiquei com muitos pedacinhos para preencher, de todas as pessoas que me conseguiram marcar, também cá ficaram com pedaços. Como sempre. Mas está na hora de preencher esses pedaçinhos vazios, não será por amor de alguém, nem por outra pessoa qualquer. Será por amor próprio. 




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