Carta para ti, depois de um ano.


Passado um ano, esta é a minha carta para ti: 
Eu devia odiar-te, mas tenho saudades tuas.
Tenho saudades do que éramos, não de ti em concreto. 
Tenho saudades de momentos, de abraços, de carinhos, sorrisos sinceros…
Por tudo o que aconteceu, eu devia odiar-te, de forte mesmo, e além disso, eu consigo ter nojo de ti por tudo o que me fizeste passar depois de tudo ter acabado. Mas por mais voltas que dê, vou sempre dar a ti. 

Interroguei-me várias vezes se te tinha amado verdadeiramente ou o que seria realmente o amor. Porém, eu sei que, tudo foi verdadeiro, pelo menos da minha parte. Apenas nos dias de hoje, não acredito na palavra “amor” como acreditava à um ano atrás.

Eu tenho ódio de ti, por momentos. Tenho, juro. Mas também, foda-se, eu sei que não consigo amar mais ninguém como te amei a ti. Porque foi demasiado forte o meu sentimento por ti. E eu já segui em frente.
Mas não consigo amar ninguém. Não consigo imaginar-me nos braços de outra pessoa, quando na verdade, eu ainda me sinto nos teus braços. 

Desejo-te o melhor, por muito que custe, esse melhor não é comigo. Mas amor é deixar a outra pessoa ser feliz mesmo que não seja connosco certo?
Dei tudo por ti, mas não foi suficiente, eu sei. Foste um garotinho mimado, porque eu fazia tudo o que pedias, conseguiste que eu fosse uma boneca nas tuas mãos.
Não me sinto mal por não ter resultado, ou por ainda me insultares como o fazes, apenas estou a borrifar-me para o que dizes, já tenho essa capacidade (felizmente). 

Posteriormente, jamais, ninguém irá ter a capacidade de me tentar mudar novamente, já errei uma vez, contigo. Mas não erro com mais ninguém. Não meto as mãos no fogo por ninguém. 
Há coisas que acontecem por algum motivo. O “nós” aconteceu. Nem sei o motivo, talvez um dia saiba. Não será hoje, nem amanhã. Será daqui a uns anos. Espero eu.

Eu conhecia-te, esperei eu, pensava eu, mas mudaste como a lua e como a direção do sol muda ao longo do dia. Contudo, eu mudei também, tornei-me fria com as circunstancias da vida, aprendi a crescer sem a tua presença a meu lado e, ninguém imagina o quanto isso doeu. 

Consigo te fazer uma pessoa boa no meu coração. Porém não te conheço. E tu? Conheces-me ainda?

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