A puta da vida decidiu nos separar.
Querido diário,
A pergunta que me tem invadido muitas das vezes, “Como é que
estás?” dá cabo de mim, pouco a pouco, cada vez mais me mata mais um pedacinho.
A resposta é simples, todas elas são, mas dependendo da pessoa que me pergunte
assim será a resposta “Bem”, “Viva” ou então, mas muito raramente “Cá estou” ou
“Não estou”. Tudo respostas curtas, mas todas elas com significados diferentes.
Estou a sobreviver apenas. Nada mais, nada menos. Um sorriso
forçado ali, uma gargalhada acolá e, provavelmente, a maior parte das pessoas
que sabem do sucedido, irão pensar que estarei a reagir muito bem a tudo o que
aconteceu. Mas, não estou.
Não estou. Estou. Apenas. Aqui. Ou melhor… onde iria estar?
Claro que, a minha vontade não era estar aqui concretamente. Mas sim junto da
pessoa que mais amo nesta vida. Mas a vida não o permite, não é possível isso.
E até eu própria estar a escrever isto, a admitir tudo isto, magoa mais do que
o que parece.
Eu errei. Acima de tudo, fui eu que errei. E admito isso.
Como em todas as relações também ambas as partes erram. Mas mais eu. Neste caso.
E não me perdoo por tudo isto.
Ainda custa falar no assunto, mas a verdade é mesmo esta.
Todos os momentos que se passou serão reduzidos a pó. Todos
os esforços feitos numas e noutras coisas. Foram reduzidos a vento que passou e
não deixou qualquer tipo de vestígios. Tudo porque, afinal, provavelmente não
se amava como se dizia, não era sentido a 100%, ou talvez até era, mas
sinceramente nunca estive tão confusa na minha vida. “É complicado…” é a minha
resposta para tudo ou quase tudo aquilo que me dizem, ou um simples “obrigada”
por ter mandado uma mensagem de apoio. Porque, as pessoas percebem.
Infelizmente ou felizmente. Não sei bem.
Às vezes ainda estou à nora com toda esta realidade que é
sentida 24h por dia à quase 4 dias. Mas estou aqui. Talvez mais baralhada que
nunca. Com ainda mais perguntas na minha mente confusa que neste momento só
procura respostas para tudo o que está a acontecer na vida.
Houve alguém que me disse: 'Tu és daquelas pessoas que é
capaz de enfrentar o mundo, mas mesmo assim consegue ser a pessoa mais sensível
e insegura do mundo' e isso, na verdade, fez-me pensar bem, porque, eu não
tenho as forças que queria. Aliás, a minha vontade era de desistir de tudo e
mais alguma coisa e (mesmo assim, não sei como) ainda aqui permaneço. Com todas
as noites mal dormidas, todas as diretas feitas, todos os neurónios queimados
de tanto pensar, eu ainda aqui estou.
Também me dizem para ter calma, que tudo irá passar, mas e
se não passar? E se, eu perdi o amor da minha vida? Porque, afinal, eu não
acreditava nisso. Admito, não acreditava, mas às vezes na vida aparecem pessoas
que nos fazem mudar a nossa vida completamente, para toda a vida, para sempre,
e ele? Ele foi uma dessas pessoas. Ele mudou-me. E se calhar, foi porque
estaria destinado. Mas até lhe agradeço por isso. Porque, apesar de tudo, foi
ele que me fez ver o mundo de maneira diferente e acreditar que, afinal o amor
não é assim tão “merda” como dizem… Mas agora?
Agora tudo está numa confusão. E provavelmente o lado negro
do amor é, mais uma vez, o seguir em frente e o esquecimento. O deixar que o
tempo “cure” tudo quando na verdade não é bem assim, porque o tempo… o TEMPO SÓ
ATENUA A DOR. Sempre será assim. Mas a verdade é que a saudade fica, a saudade
mata, a saudade perfura a alma.
Querido diário,
Gostava que me compreendesses, mas não passas de algo
virtual, de “papel” no meu computador, de meras escrituras no meu blog, isto
tudo porque…
Porque a vida dá voltas, e eu nunca me irei acostumar com
elas, sem ele ao meu lado, e sem esta alegria de viver que foi completamente
perdida nos últimos dias.

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