embriaguez de pensamentos.


Dou voltas à cama. Insónias que não me largam nem por nada deste mundo. Cabeça cheia e vazia de qualquer tipo de pensamentos, estes em demasia.

São 3h da manhã, contei as horas e os minutos em cada pensamento aleatório que possuo em tudo quanto é segundo.

Estendo o braço para fora da cama, tentando que pingue qualquer tipo de sentimento negativo dentro de mim, seja stress, preocupação ou ansiedade. Sempre com esperança que saia algo e caia em repleto naquele chão sombrio, assim como o quarto encontrado naquele momento, escuro.

Contudo, adormeço. Sozinha fisicamente, mas acompanhada mentalmente por figuras negras na imensidão de pensamentos.

Passado poucas horas acordo com o pressentimento que poderá ser um bom dia se não pensar em qualquer coisa negra ou algo que ligue à mesma situação que me anda a matar nestes dias.

Porém, um pressentimento errado. Basta um telefonema ou uma mensagem para conseguir me pôr com mais raiva e ódio de me terem magoado.

E na minha cara, nos meus olhos constam lágrimas à espera para saírem durante todo o dia, elas escondem-se, mas muitas das vezes estampam-se nos meus olhos. Ninguém vê, porque eu mesma não deixo. Ninguém me vê fraquejar toda a vez que chego a casa. Não deixo. Não me permito que isso aconteça, o sorriso falso estará sempre, principalmente a “boa disposição”.

No entanto, afasto cada vez mais as pessoas, é por isso que a minha mente me tem atormentado dia e noite, completamente todos os minutos. Estou a viver uma guerra dentro e fora de mim mesma.

Sinto-me a morrer aos poucos. Cada vez mais. E as pessoas à minha volta parecem gostar de ver isso.







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