Disfarces e Rotinas



Acordo e deparo-me com o sol a raidar e a entrar luz num quarto que, por sinal, é cheio de escuridão.

Viro-me para o lado do espelho e olho-me de dentro de fora, contudo, vice-versa. Sinto-me exausta.  

É o primeiro sentimento que me ocorre todas as manhãs cada vez que acordo para um novo dia. 

Levanto-me e escolho a melhor roupa, acho que, tenho sempre de agradar a mim mesma (mesmo que as vezes sejam tentativas falhadas) e passar a melhor imagem possível de uma pessoa profissional.

Algo deveras interessante é, em como a maquilhagem consegue tapar  toda a tristeza que uma mulher transmite.  A base, por si só tapa todas as feridas e olheiras de uma vida cheia de cansaço e noites mal dormidas. O eyeliner dá aquele realce aos olhos  para termos consciência que só poderemos chorar depois de tirarmos a maquilhagem ou só e apenas na chegada a casa, para ninguém ver o nosso lado mais fraco. E por fim, o batom, para não nos esquecer-mos de levar o dia sempre com um sorriso estampado no rosto. 

Dando por finalizado este todo processo de remoção de tristezas e deixá-las debaixo de um teto, saio de casa com o pensamento de não me sequer permitir deixar ir abaixo e assim o faço, até chegar a casa ao final do dia.




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