Carta do Passado
Olá Kika, ou se preferires, Francisca. Num ano muita coisa poderá mudar, por exemplo, a forma como preferires que te chamem.
Daqui fala a tua alma do passado, exatamente, do passado. Digamos que estou no preciso dia 3 de fevereiro de 2018. E se, permaneceres o mesmo Facebook ( e se este ainda tiver aquela capacidade de te mostrar as memórias do que publicaste há anos atrás ) e o mesmo endereço de blogue até ao momento que irás ler esta carta, então o plano foi concretizado com sucesso.
Neste momento (no momento em que estou a escrever isto, ou seja, há um ano atrás) as coisas estão propícias a resultarem, a nível profissional e ainda nem acreditas que tudo está a ter pernas para andar. A nível amoroso, nem queres falar disso, apenas porque já te quiseste apaixonar mais que agora e simplesmente estás a consertar todos os pedacinhos que os rapazes que entraram na tua vida te despedaçaram o coração. A nível psicológico, estás minimamente bem, já nem consegues chorar, o que por sinal, estás mais forte que nunca.
Se estás a ler isto em lágrimas, por estares numa má fase, lá no fundo queres que tudo passe e que, por conseguinte, isso irá passar, lembra-te que depois da tempestade vem sempre a bonança, mesmo que, não acredites nisso em tempos.
Espero que, nesta altura do campeonato, estejas a seguir os teus sonhos como estavas a planear nestes meses em que esta carta foi escrita. Ainda te lembras quais eram? Ou já mudaste de planos porque a vida assim o permitiu? Saberás sempre que a vida faz isso com toda a gente, seja um término de uma amizade, ou um amor que poderias dizer que era para o resto da vida, ou até um plano que não foi concretizado e tiveste de mudar de estratégia porque simplesmente não era para aquele momento.
Quanto a amizades, no momento que estiveste a escrever todas estas palavras, sabias que, tinhas as certas do teu lado, e agora? Mantiveram-se? Ainda manténs a mesma opinião? Ou simplesmente algumas coisas não correram como querias e tens por exemplo saudades de algumas amizades que não imaginavas sem? Pois é. A vida trama-nos das piores maneiras. Mas terás de aprender a lidar com isso. Tu própria sabias disso.
Se mantiveste as amizades que tinhas, então parabéns. Surpreendeste-te a ti própria quando pensaste que alguma coisa poderia correr mal ou o medo de isso acontecer era completamente absurdo e só te atormentava nos confins da tua mente.
Já agora, como foi o verão de 2018? Ultrapassou o melhor de 2017?
Regista bem estas palavras:
Nunca foste derrotada pelo medo absurdo de “não sou capaz” sempre correste contra marés e derrubaste paredes mesmo que depois acabasses com as consequências e marcas no corpo por teres lutado demais e ultrapassado os teus próprios limites. Mas aprendeste com isso que, se não for assim, nunca irias ser feliz na tua vida.
Se estás bem e realizada neste momento, então toda a tua luta valeu a pena. Apesar de se calhar, achares no passado, que não valeria e quereres desistir de tudo por vezes.
Mas acredita,
Se estás a ler isto, independentemente do que tenhas passado ou mudado num ano, já chegaste muito longe. Porque não pensavas sequer estar a ler esta carta, portanto.
Continua.
Fortis mane!

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